quarta-feira, 26 de julho de 2017

AQUI... XUTOS & PONTAPÉS!!!!

Em 1980 tinha 14 anos. Assim posso dizer que a década de 80, pródiga em grandes mudanças, foi a década que me viu ir de menino até homem. Quando em 1980 apareceu o Rui Veloso a cantar o Chico Fininho, deu-se a grande revolução da música portuguesa. Rock cantado em português era a novidade que fez disparar o aparecimento de novas bandas. Júlio Isidro, no seu mítico programa “Passeio dos Alegres”, apresentava uma nova banda todos os domingos. Assim aparecem os GNR, UHF, Iodo, NZZN, Albatroz, Táxi, CTT, Trabalhadores do Comércio, Salada de Fruta, Rádio Macau, Rockivários e Xutos & Pontapés, entre outros. Claro que não havia mercado para tanta banda e a maior parte acabou por desaparecer. Ficaram os bons ou os que tiveram mais sorte em cair nas boas graças do público. Entre os sobreviventes ficaram os Xutos. Eles, tal como os UHF e outros, já existiam antes da explosão do “rock português”, mas é nessa altura que dão nas vistas. Ainda assim, só em 1987, com o lançamento do histórico álbum “Circo de Feras”, conquistam o grande público de forma marcante. Os Xutos são os nossos Rolling Stones. Eles não negam a influência que a Grande Banda teve na sua vida. Eles têm a mesma magia de transformar em clássico qualquer música que lancem. Eles têm aquela mística de unir gerações. Nos seus concertos é possível ver as artroses a conviver com as borbulhas em perfeita harmonia. Essa magia vai acontecer logo à noite em Oliveira do Hospital, precisamente no dia em que Mick Jagger faz 74 anos. Noite mágica, certamente.

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